O mundo está mudando. Eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e furacões, são cada vez mais frequentes, e a Amazônia – bioma vital para o equilíbrio do planeta – sofre com desmatamento, queimadas e estiagens severas. No coração dessa floresta, o Amazonas abriga o Polo Industrial de Manaus (PIM), um ecossistema de 549 indústrias que recebem incentivos fiscais para produzir no meio da maior floresta tropical do mundo.
Criado há 58 anos, o PIM foi concebido para desenvolver economicamente a região sem depender da exploração da floresta. Hoje, fatura mais de R$ 200 bilhões e mantém a menor taxa de desmatamento da Amazônia. Mas será que ele é realmente sustentável? Quais são os impactos diretos e indiretos desse polo industrial na floresta? Como justificar, a longo prazo, a presença de centenas de indústrias em uma região de intenso interesse ambiental?
O mercado global está mudando. Consumidores e empresas exigem mais do que produtos de qualidade – querem saber a origem do que consomem. Segundo a PWC, 70% dos consumidores brasileiros e 77% dos consumidores globais estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis. O mercado financeiro já investe US$ 1 trilhão na transição para uma economia verde, enquanto eventos climáticos extremos são avaliados como riscos aos negócios.
Foi nesse cenário que, em 2024, nasceu a ESG Track, uma startup dedicada a ajudar organizações que atuam e investem na Amazônia a aprimorar suas práticas ambientais, sociais e de governança. Com uma metodologia própria, desenvolvida a partir dos principais frameworks de avaliação ESG, estamos criando uma plataforma de monitoramento de riscos, impactos e oportunidades para negócios instalados na região.